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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Tuas particularidades

Hoje foi um daqueles dias em que me peguei pensado em você. Pensado o quão rara você é, e o quão única foi para mim, e que mesmo nesses meses todos sem te abraçar, sem saber como foi o seu dia, ainda me lembro de cada detalhe teu. 
Hoje vim falar das tuas particularidades. Aquelas, sabe, que por mais que outras pessoas parecem ter, ainda tudo é tão teu.
Teu jeito embaraçado de andar, sabe quando você anda tão depressa e parece que vai tropeçar nas próprias pernas. 
O teu jeito incomodado de mexer no cabelo quando apenas escova, você prefere ele mais juntinho.
Quando você se empolgava falando sobre um assunto, com palavras tão ligeiras e sabias.
Quando a gente acha que você esta prestando atenção na conversa, quando na verdade, do nada você estava viajado em outra dimensão.
Quando andava na rua, e tão discretamente vinha e segurava a minha mão.
Quando vinha de repente e me beijava, e eu não esperava.O  beijo nosso desconcertado.
Quando pegava meu celular pra ver as fotos e perguntava quem era cada pessoa.
O teu jeito tão particular de olhar de canto.
O jeito que você arrumava o cabelo na frente do espelho depois de fazermos amor.
Teu jeito tão delicado de lavar a louça do café da manhã. 
Quando você pegava meu desodorante e falava que ele não cheirava a nada.
O jeito tímido que chegou aqui em casa pela primeira vez.
Quando eu dizia que odiava quem mexia no meu cabelo, e você sempre mexia.
Quando eu dizia que odiava cocegas e você ia lá e fazia.
O jeito delicado que passava as mãos nas minhas costas.
O jeito que me abraçou quando ganhou o livro da Clarice Lispector, senão for engano, foi nosso último abraço. 
E mesmo com todas a opções, eu ainda escolheria você.

"Eu percebi que não importa aonde esteja, ou o que esteja fazendo, ou com quem esteja. Eu vou sempre, verdadeiramente, completamente, amar você..."


segunda-feira, 3 de julho de 2017

terça-feira, 27 de junho de 2017

A felicidade tem olhos castanhos

Sempre temia a ideia de escrever para alguém, sobre alguém.
Mas a única coisa que me vem a cabeça é escrever sobre você, esse alguém que julgo conhecer, e cá entre nós, nada conheço de ti, aliás conheço de ti pouca coisa ou quase nada.
Mas, é esse fascínio de não saber, de saber, de querer saber sobre você, que faz com que eu permaneça aqui, rente a tua pele quente e aos teus olhos confusos.
É esse desejo de desvendar cada linha do teu corpo nu quando minha língua insistir deslizar em círculos pelas tuas entranhas.
Quando teu sorriso tímido se perder em meio as mordidas, e saber que devo continuar.

É saber que tuas leituras vão de Lispector a Nietzsche.

É saber que o teu ateísmo se rompe quando procura Deus no vazio.

É saber que tu está aqui, presente em corpo, enquanto tua mente está presa naquelas palavras não ditas.

É saber que tu sempre pensa na gente antes de dormir, do que foi e do que ameaçou a ser.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Eu te amava, ainda amo

Nunca pensei que fosse capaz de amar alguém de fato. Sempre achei que os amores eram algo passageiro. Amores para satisfazer um momento de prazer, para aquecer nos dias frios e até uma companhia de viagem. Mas nada que ultrapassasse alguns dias, meses. Nunca gostei da ideia de ter uma mulher só. 

Depois que te conheci, mudei totalmente esse pensamento.  Você deve achar estranho esse amor que sinto por você, esse amor que durou tão pouco tempo. Deve querer recuar e distanciar, achando que estou tentando te fazer de mais uma.
Eu também acho estranho e eu também tenho medo, e que medo. 
Viajei pensado em tantas mil maneira de voltar e dizer o quão queria que você fizesse parte da minha vida como um todo. Como seria te pedir em casamento, isso me deu um frio na barriga e um medo terrível também, mas a única coisa que eu tinha certeza é que, eu  queria passar a minha vida contigo. Queria dividir meus medos, minhas angústias, meus prazeres e vinhos. 

Não sai da minha cabeça cada momento que vive com você. 

Parece que foi hoje que nos despedimos na estação de trem para você ir para sua casa.
Parece que foi hoje que fiz café pra você.
Parece que foi hoje que te escrevi um poema e não entreguei.
Parece que foi hoje que fizemos amor.
Parece que foi hoje que você cantou "Ana e o mar".
Parece que foi hoje que fuçou as fotos no meu celular.

Ainda está tão viva as memórias que tenho de você.

Desculpa por me afastar de você, tem sido os dias mais difíceis.
Desculpa por evitar vocês nos corredores da faculdade.
Desculpa por não mandar "Bom Dia", Como Você está?", "Se cuida".
Desculpa por não ficar.

Poderia ainda continuar a escrever milhares de coisas sobre você, sobre esse amor. Mas agora, tudo se mistura em lágrimas.


Thais Ferreira

segunda-feira, 12 de junho de 2017

A tal da vulnerabilidade

As pessoas frias se envolvem nessa cúpula quase inquebrável. Aquele medo escroto de conhecer alguém e esse alguém destruir por inteiro. Se fecha para o mundo e para as pessoas. Só sabem sair chutando por ai, sem ver caras e corações afim de se defenderem, sem pensar nas consequências. Aquela frieza, que qualquer sentimento que possa sentir, já põe a frente aquele escudo que bloqueia sentimentos. 
Um dia você vai sair de casa e vai esquecer esse escudo. Vai esbarrar com alguém que vai te machucar muito e desejará nunca mais sair sem proteção. As pessoas frias nunca estão preparadas para conhecer alguém a fundo. Sabe por quê? Porque eles nunca estão dispostos a mergulhar a fundo em alguém. Estão sempre acostumados a ficarem no raso, molhando apenas os pés. E quando a pessoa com quem está, resolve atravessar e ir mais afundo até descobrirem que não sabem nadar. E você por já saber, nem se quer joga uma boia para salvá-lo, deixa morrer afogado na sua profundeza fria e impiedosa. 
Eu já fui fria. Um dia esqueci meu escudo e levei uma porrada. Mas, do que adiantava sair sempre protegida, se o meu interior era o mais frágil de todos os cristais? De nada adiantava. 
Certo dia resolvi sair novamente sem escudo, outra porrada levei, mas não desisti. 
Um dia de cada vez, fui saindo aos poucos sem escudo. Estava aprendendo a lidar com essa tal vulnerabilidade. Com os anos e os danos, aprendi que não perdemos por amar e ser quem realmente somos, perdemos por não ser, e perdem mais ainda quem não sabe receber e sentir. 
O fato é que não devemos mergulhar de cabeça sempre, entra aos poucos, molha as mãos, senti a temperatura quente ou fria, depois decida se quer por os dois pés ou só um, e por fim se vale pena se molhar inteira. Apesar de todos esses passos, espere que sempre após um mergulho, o tempo pode fechar e você pode sentir frio, assim como, pode haver um lindo sol pra ti esquentar. 

segunda-feira, 29 de maio de 2017

[...] É desconcertante rever um grande amor


Antes, preciso contar a vocês sobre ela.

Numa sexta-feira de dezembro me entreguei a ela, a quem jurei ser apenas uma noite só.
Meus caros amigos, uma vez só, nunca será uma vez só. Me lembro como se fosse amanhã.
O jeito carinhoso como ela me tocou, ninguém nunca me tocara daquela maneira.
O jeito desconcertado do primeiro beijo.
O atrapalhado para tirarmos a roupa.
Nunca amei alguém daquela forma.

Uma amor que durou tão pouco tempo nos meus braços, agora vive presa para sempre em minhas lembranças.

Eu que sempre fui uma boa em ser só, quando ti conheci, quis me descobrir inteira pra você me ver.

Apaguei o  contato, exclui do facebook, bloquei no instagram e dei de cara com você e seu novo amor. Agora, fico aqui secretamente observando você beijar seu novo amor. Enquanto minha vida passa despercebida aos seus olhos. Ahh, como dói, como dói..

Espero que você seja uma das milhares pessoas que leiam meu blog. Me mande uma mensagem, dizendo que me ama e que a nossa história ainda não está no fim.

E antes de partir, eu tenho que aprender a dizer tudo o que eu sinto por você, nem que seja tocando um verso de Cazuza, Caetano ou Los Hermanos.

Pois vos digo: Sorte é quem tem uma amor pra vida toda. E eu te amo.
Ohh amor, não deixe tudo morrer assim.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

O amor era diferente

Um dia me disseram que o amor estava na igualdade. 
Que era dividir os mesmos gostos musicas. 
Era ouvir musica alto e ora ouvir musica no volume mais baixo, 
mas sempre juntos e na mesma frequência. 
Quando um compra um livro e fica na briga de quem vai ler primeiro. 
Dividir o mesmo sorvete de morango por ser o favorito. 
Dividir as cobertas no frio. 
Dormir sempre abraçados. 
Sair sempre juntos. 
Amigos em comum. 
Futebol as quartas e parque as domingos. 

Mas na verdade, o amor estava nas diferenças. 
Era saber que ela gostava de pop e ele de pagode. 
Era ele poder ouvir música alto e ela ouvir musica no mais baixo. 
Ela gostar de Fernando Pessoa e ele não gostar, e 
mesmo assim pedir pra ela contar do que se trata e 
ter a liberdade de dizer que  livro continua chato, mesmo 
sendo narrado pela voz mais linda e doce. 
É ele gostar de soverte de morango e ela de brigadeiro. 
É cada um com sua coberta. 
É um querer dormir juntos.
Um cede, enquanto o outro dorme.
O braço doí, adormece, ta calor, ela chuta, 
ele ronca.
Dormir separados. 
É sair com amigas para o shopping, é ir ao bar com os amigos. 
É ver outros caras chegando nela e não se irritar, 
porque sabe que ela vai dizer que tem alguém que ama. 
É ter seus próprios amigos.
É querer novela em vez do futebol.
É querer dormir no domingo, no outro ir ao parque.

Na verdade o amor talvez seja essa junção, de igualdades e diferenças.
No fundo nunca sabemos a intensidade do amor, até que um dia acabe.

domingo, 14 de maio de 2017

[...] O alto preço de uma noite só

Olhar delicado e sorriso discreto, pele quente e mãos de veludo, palavras doces e toques suaves.
Ela sabe que não é amor para uma noite só. E num dia qualquer de dezembro, resolveu se entregar para uma amante que vive de uma noite só. Mal sabia ela, que a amante já a amava a um tempo. 
E agora entregues ao momento, ou o que deveria ser apenas um momento, a doce menina se entrega amante. 

A amante já acostumada com breves encontros, não lhes poupou frieza.
Numa curta frase se resume o encontro:
- Fica, fica até quando quiser. E quando partir, parta sem cerimonia.

Ah, meu caros amigos, a doce menina se entregou a amante de forma tão pura, e amante nunca havia sido amada daquela forma. Não sei ao certo, a amante vive a suspirar pela doce menina.
Agora escreve por onde passa para a doce menina.
-Um amor que ficou tão pouco tempo nos meus braços. Agora, ficou presa para sempre nas minhas lembranças.

A doce menina e amante tentam se reencontrar. 

A doce menina parece pisar no amor da amante.
A amante agora vive a chorar pelos cantos pela breve história vivida com a doce menina.

Agora, a amante  e a doce menina vem o alto preço de uma noite só. 

terça-feira, 9 de maio de 2017

Eu sou o Pierrot

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Que comece o espetáculo, o Pierrot entra em cena. Para quem não me conhece, contarei uma breve história da minha vida, sou um personagem da Commedia dellArte, me chamo Pedrolino, mas conhecido como Pierrot. Trabalho como padeiro. 

Sou uma amigo de infância da Colombina, e quem é essa? Ahh, meus caros amigos, desde pequeno vivo a suspirar de amores por ela. E como um bobo e bom apaixonado , vivo a perambular pelos cantos e escrever cartas de amor, a minha amanda Colombina. Sofro em silênico, e por sofrer pela amada, nunca soube o que era a felicidade.

A Colombina há um tempo conheceu um cara chamado Arlequim, ele adorava brincar e divertir com a plateia e roubar-lhes beijos, e num desses beijos roubados, deu Colombina, cheio de malandragem, conquistou o coração da minha amada.
E agora: Eu, o Pierrot amo Colombina, que por sua vez ama Arlequim e que como um bom amante também a desejava.

Minha amiga de infância e grande amor para vida toda, Colombina hoje, meus caros amigos fugiu com Arlequim e com ela levou meus sonhos. 

Foram inúmeras cartas de amor, que um dia uma delas o vento levou e Colombina leu, viu que o meu amor era puro. Ela abandonou seu amante e veio me reencontrar. Vivemos agora,  muito felizes.

Não a de se enganar, mas sei que em todos os carnavais ela pensa em reencontrar seu amante. E talvez eu viva novamente a chorar pelo amor da Colombina, talvez essa seja minha sina. Nos bares de cada esquina, beber e beber até a sua volta. 

A vida é um encontro entre Arlequim, Colombina e Pierrot.
Colombina é a moça que irá descobrir um amor verdadeiro e que por vezes fica perdida.
Arlequim é a paixão que chega arrasando corações. A paixão é passageira.
Pierrot é o amor, aquele que tudo sofre e tudo crê.
 
EU SOU O PIERROT...


Thais Ferreira

sábado, 29 de abril de 2017

[...] O pouco que sei sobre ela, nós

Na estante dela, o livro "A Hora da Estrela" da Clarice Lispector. 
Na minha, "Toda Poesia" do Paulo Leminski. 

Na playlist dela, um rock do Linkin Park. 

Na minha, toca a sinfonia de Beethoven. 

Ela cruza os braços sobre mim. 

Nunca fui fã de dormir de conchinha.
 
Seus pés são quentes. 

Os meus, puro gelo.
 
Odeio café.

Ela gosta. 

Eu respondo rápido. 
Ela demora dias. 

Não divido o mesmo copo. 

Ela bebe da minha cerveja. 

Ela tem pernas inquietas. 

Eu permaneço inerte. 

Ela curte filmes de terror.

Prefiro desenho. 

Ela estuda à noite.

Eu pela manhã.

Ela prefere bateria. 

Eu a companhia do violão. 

Os sentimentos dela são reprimidos. 

Os meus uma explosão.

Ela quer partir.
Eu quero que ela fique.

Ela quer liberdade.
Eu quero ficar presa a ela.

O amor vai muito além de gostar das mesmas coisas. É querer estar junto.
Ela está dormindo agora. 

Agora eu, estou pensando no quanto eu queria que ela estivesse aqui.