Páginas

quarta-feira, 24 de maio de 2017

O amor era diferente

Um dia me disseram que o amor estava na igualdade. 
Que era dividir os mesmos gostos musicas. 
Era ouvir musica alto e ora ouvir musica no volume mais baixo, 
mas sempre juntos e na mesma frequência. 
Quando um compra um livro e fica na briga de quem vai ler primeiro. 
Dividir o mesmo sorvete de morango por ser o favorito. 
Dividir as cobertas no frio. 
Dormir sempre abraçados. 
Sair sempre juntos. 
Amigos em comum. 
Futebol as quartas e parque as domingos. 

Mas na verdade, o amor estava nas diferenças. 
Era saber que ela gostava de pop e ele de pagode. 
Era ele poder ouvir música alto e ela ouvir musica no mais baixo. 
Ela gostar de Fernando Pessoa e ele não gostar, e 
mesmo assim pedir pra ela contar do que se trata e 
ter a liberdade de dizer que  livro continua chato, mesmo 
sendo narrado pela voz mais linda e doce. 
É ele gostar de soverte de morango e ela de brigadeiro. 
É cada um com sua coberta. 
É um querer dormir juntos.
Um cede, enquanto o outro dorme.
O braço doí, adormece, ta calor, ela chuta, 
ele ronca.
Dormir separados. 
É sair com amigas para o shopping, é ir ao bar com os amigos. 
É ver outros caras chegando nela e não se irritar, 
porque sabe que ela vai dizer que tem alguém que ama. 
É ter seus próprios amigos.
É querer novela em vez do futebol.
É querer dormir no domingo, no outro ir ao parque.

Na verdade o amor talvez seja essa junção, de igualdades e diferenças.
No fundo nunca sabemos a intensidade do amor, até que um dia acabe.

domingo, 14 de maio de 2017

[...] O alto preço de uma noite só

Olhar delicado e sorriso discreto, pele quente e mãos de veludo, palavras doces e toques suaves.
Ela sabe que não é amor para uma noite só. E num dia qualquer de dezembro, resolveu se entregar para uma amante que vive de uma noite só. Mal sabia ela, que a amante já a amava a um tempo. 
E agora entregues ao momento, ou o que deveria ser apenas um momento, a doce menina se entrega amante. 

A amante já acostumada com breves encontros, não lhes poupou frieza.
Numa curta frase se resume o encontro:
- Fica, fica até quando quiser. E quando partir, parta sem cerimonia.

Ah, meu caros amigos, a doce menina se entregou a amante de forma tão pura, e amante nunca havia sido amada daquela forma. Não sei ao certo, a amante vive a suspirar pela doce menina.
Agora escreve por onde passa para a doce menina.
-Um amor que ficou tão pouco tempo nos meus braços. Agora, ficou presa para sempre nas minhas lembranças.

A doce menina e amante tentam se reencontrar. 

A doce menina parece pisar no amor da amante.
A amante agora vive a chorar pelos cantos pela breve história vivida com a doce menina.

Agora, a amante  e a doce menina vem o alto preço de uma noite só. 

terça-feira, 9 de maio de 2017

Eu sou o Pierrot

Resultado de imagem para pierrot colombina e arlequim


Que comece o espetáculo, o Pierrot entra em cena. Para quem não me conhece, contarei uma breve história da minha vida, sou um personagem da Commedia dellArte, me chamo Pedrolino, mas conhecido como Pierrot. Trabalho como padeiro. 

Sou uma amigo de infância da Colombina, e quem é essa? Ahh, meus caros amigos, desde pequeno vivo a suspirar de amores por ela. E como um bobo e bom apaixonado , vivo a perambular pelos cantos e escrever cartas de amor, a minha amanda Colombina. Sofro em silênico, e por sofrer pela amada, nunca soube o que era a felicidade.

A Colombina há um tempo conheceu um cara chamado Arlequim, ele adorava brincar e divertir com a plateia e roubar-lhes beijos, e num desses beijos roubados, deu Colombina, cheio de malandragem, conquistou o coração da minha amada.
E agora: Eu, o Pierrot amo Colombina, que por sua vez ama Arlequim e que como um bom amante também a desejava.

Minha amiga de infância e grande amor para vida toda, Colombina hoje, meus caros amigos fugiu com Arlequim e com ela levou meus sonhos. 

Foram inúmeras cartas de amor, que um dia uma delas o vento levou e Colombina leu, viu que o meu amor era puro. Ela abandonou seu amante e veio me reencontrar. Vivemos agora,  muito felizes.

Não a de se enganar, mas sei que em todos os carnavais ela pensa em reencontrar seu amante. E talvez eu viva novamente a chorar pelo amor da Colombina, talvez essa seja minha sina. Nos bares de cada esquina, beber e beber até a sua volta. 

A vida é um encontro entre Arlequim, Colombina e Pierrot.
Colombina é a moça que irá descobrir um amor verdadeiro e que por vezes fica perdida.
Arlequim é a paixão que chega arrasando corações. A paixão é passageira.
Pierrot é o amor, aquele que tudo sofre e tudo crê.
 
EU SOU O PIERROT...


Thais Ferreira

sábado, 29 de abril de 2017

[...] O pouco que sei sobre ela, nós

Na estante dela, o livro "A Hora da Estrela" da Clarice Lispector. 
Na minha, "Toda Poesia" do Paulo Leminski. 

Na playlist dela, um rock do Linkin Park. 

Na minha, toca a sinfonia de Beethoven. 

Ela cruza os braços sobre mim. 

Nunca fui fã de dormir de conchinha.
 
Seus pés são quentes. 

Os meus, puro gelo.
 
Odeio café.

Ela gosta. 

Eu respondo rápido. 
Ela demora dias. 

Não divido o mesmo copo. 

Ela bebe da minha cerveja. 

Ela tem pernas inquietas. 

Eu permaneço inerte. 

Ela curte filmes de terror.

Prefiro desenho. 

Ela estuda à noite.

Eu pela manhã.

Ela prefere bateria. 

Eu a companhia do violão. 

Os sentimentos dela são reprimidos. 

Os meus uma explosão.

Ela quer partir.
Eu quero que ela fique.

Ela quer liberdade.
Eu quero ficar presa a ela.

O amor vai muito além de gostar das mesmas coisas. É querer estar junto.
Ela está dormindo agora. 

Agora eu, estou pensando no quanto eu queria que ela estivesse aqui.

sexta-feira, 28 de abril de 2017


Imagem relacionada





- Eu que sempre me escondi do mundo, quando ti conheci, quis me descobrir inteira pra você me ver.

Thais Ferreira

quinta-feira, 23 de abril de 2015

A primeira vista

             

             Não me lembro ao certo, mas era uma manhã chuvosa, com trovoadas, era como o meu mundo estava naquela manhã, e eu estava lá no segundo andar daquele prédio. Lá vinha ela, com aquele sorriso de como não quer nada, descendo a escada. Seria estranho dizer que agora os sol irradiava no lado de fora? 
               Talvez um desejo, ou algo que eu não sabia o que era, queria te-la de alguma forma, seria mais um corpo a quem eu desejava, mais um amor a quem eu pretendia possuir, mais um beijo a quem eu dava. Não, não foi fácil! Primeiro encontro, minha história, era naquele momento em que surgia um sentimento. Você assim como eu agora se pergunta, e quando ele me viu pela primeira vez, qual sua descrição sobre mim? Eu poderia dizer, porque no fundo eu sempre sei. Mas eu queria que ele me contasse. Ah, meu jovem! Não é fácil arrancar-lhe respostas. Um dia ele me conta, vai ser numa conversa de 'adeus' ou numa conversa de 'para sempre', ele vai. Eu sei que vai. 
              Não, não vou continuar essa história. Acho que ele está lendo agora, e quase sem querer surge um sorriso no seu rosto, aquele sorriso que odeio. Ele agora pensa em me ligar, mas não vai. Queria estar enganada apenas uma única vez em relação a ele. Me liga vai. Nunca esperei tanto pela sua ligação. 
            Às vezes o que era pra ser brincadeira, acaba se tornando verdadeiro. O que era pra ser momento, se eterniza. O que era pra ser um começo, se torna o fim. O que era pra ser o fim, pode ser o começo de tudo. O começo da história que nunca vai ter fim. Porque, certas histórias foram feitas para darem certo, por mais loucas e improváveis que seja.


Thais Ferreira

[...] Quando tudo faz sentido

Quando se é criança não temos a minima noção do que é ser adulto, mas mesmo assim não vemos a hora de ser um adulto que tudo 'pode'.
Pois bem, agora, enfim crescemos, adultos nos tornamos. Já posso voltar a ser criança? Quem nunca quis isso?! Que a tire a primeira pedra, ou melhor, guarde-as, vamos precisar delas logo mais. Agora não da mais! Temos que encarar essa fase. 
Chega um tempo que tudo faz sentido, e é desse tempo que vou falar.
Andei fazendo uma limpeza na minha vida. Sabe, tinha uma playlist no meu computador que eu insistia em ouvi-las nos momento de deprê, você já fez isso, eu sei! Colocou uma música mais triste ainda pra phoder logo de vez a sua vida. Apaguei hoje, faça isso também! Fará sentido um dia.
Andei apagando algumas fotos de ex, sabe por quê? Ex bom, é Ex-quecido, Ex-pirado, Ex-faquiado, e por ai vai. Brincadeira! Se foi um relacionamento em que você mais chorou do que sorriu, ah meu bem apague tudo, inclusive o pouco que você sorriu. Se foi apenas um passado ruim, trate de apagar, existe ainda incríveis histórias a serem vividas, caso contrário, será uma cruz que atrapalhará todo um futuro escrito por Deus. Apague de vez da sua vida. Fará sentido um dia.  

Thais Ferreira

sábado, 8 de novembro de 2014

[...] Sei que


Sei que a saudade andou batendo na sua porta essa semana; sei que andou experimentando outros abraços a procura dos meus; sei que ficou a procura de beijos com o mesmo gosto que os meus; sei que andou tropeçando em outros corpos, procurando carinhos iguais aos meus. Sim, eu sei!
Há algum tempo também andei caindo em braços errados, tentando esquecer seu calor.
Passou, sei também que essa sua fase também vai passar, sei que vai.
Nada dura pra sempre, mesmo o para sempre.
Olhos iguais aos seus não há, olhares iguais aos meus também não!
Mordidas iguais aos seus não há, beijos sem fins iguais aos meus também não!


Thais Ferreira

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

[...] Como um livro



Sei, sei que não deveria falar desse amor. Mas, você é como se fosse um livro que eu li há tempos, a muito tempo. Esse livro foi colocado na minha estante da vida, por não ter coragem de mexer nele, estava uma poeira terrível, algumas páginas roídas por traças, corroídas pelo tempo.
Sabe, hoje eu resolvi reler a nossa história. É que ficou entalado aqui na minha garganta como tudo se acabou. Antes de você, existiram outros, alguns intensos, inesquecíveis até. 
Foi estranhos olhar nos seus olhos, como foi. Seu corpo era notavelmente perfeito, aquelas pernas, aquele quadril, ah.. que busto não?! Mas de primeira nada daquilo me interessava. Sabe, você tem um sorriso contraído, lindo, e seus olhos que se desviam suavemente dos meus num gesto tímido. Adorava seu hálito de hortelã. 
Tentei restaurar o nosso livro. Estranho, nunca havia percebido, mas há algumas páginas em branco. Pra ser sincero, não sei o porquê, e talvez nunca entenderei.
Talvez hoje não doa tanto quanto ontem e nem provável como amanhã. Muitas das histórias eu escrevia à lápis, algumas davam tempo de passar a limpo, outras não deram. Foi por essa terrível mania de passar a limpo que talvez não deu certo, o pra sempre. Talvez se tivéssemos errado, ainda estaríamos aqui. O Perfeito não existe. 
Talvez eu consiga restaurar o livro. Reescrevendo em outras páginas, mudando a capa, mas a história não muda. O tempo não volta. 
Daqui a alguns anos talvez eu volte a ler a nova edição desse mesmo livro, e continuarei odiando a forma como o autor deu fim ao amor desses personagens, mas talvez eu leia de uma forma mais madura. Estarei relendo esse livro, segurando com minha mão esquerda, mas um outro livro sendo escrito com a mão direita. Uma nova história. Porque o tempo, ele é implacável, ele não para, mesmo que tenhamos parado. Ah, falando mais, seu sorriso continua lindo...

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

[...] Por não saber esperar



Amei Júlia como se não houvesse outros amores, amei de tal forma que me abandonei. Júlia me abandonou anos depois. Por me entregar daquela forma, me tornei o pior dos estelionatários, o do amor.
Há um ano conheci Maria, consegui encantá-la com meu doce, agora (amargo). Não havia mais nada além de mim na sua vida, ela já havia me taxado como 'amor da sua vida'. Não hesitei, minha primeira vitima conquistei. Ela já se encontrava presa a mim, abandonei-a.
Uma semana depois, conquistei Angel, uma menina doce, ferida por outros amores. Curei todos com meu doce, agora (amargo). Ela jurou a mim amor eterno. Não hesitei, minha segunda vitima conquistei. Dias depois abandonei-a.
Passaram se duas semanas, a uma festa fui. Caetano tocava o coração da mais bela garota da primeira fila, que de todos as suas músicas elas sabia de cor. Bingo, já sei por onde começar, ao longe a encarei, e um belo trecho da minhas boca soava uma música de Caetano. Ela ao longe passou me admirar. Com meu doce, agora (amargo), dei-me a ela, e em meus braços ela deleitou. Presa a mim, já não havia como ela fugir. Depois de amá-la, abandonei-a.
Dois dias depois, peguei meu violão, o pior dos vilões. Com ele conquistei Amanda. Nunca em sua vida conhecerá alguém como eu, com meu doce, agora (amargo), a ela fiz as mais belas juras de amor. Foi então que a ela uma aliança dei, em uma noite de luar eu cantava um pedido de casamento. Um SIM, ela me deu. Iludida, era o meu objetivo. Mais uma vez presa a mim outra pessoa estava. Abandonei-a.
Por me fazer de vitimas aos amores anteriores consegui conquistar a Gi, era o nome carinhoso a que dei a Giuliana, a que acreditava ser a 'cura' das minhas dores passadas. Boba! Um brinde a mais uma que acreditou no meu amor. Abandonei-a.
Dois meses depois, consegui o número da Carol. Essa era bruta. Mas foi tão fácil domá-la que meu jogo de conquistas estava ficando chato, fácil demais. Abandonei-a. Mais uma.
Dois anos depois, depois de muitas abandonos, escolhi a solidão. Não me julgo o vilão daqueles corações partidos. Elas que permitiram que um outro ser a dominasse mais que a si mesmo. E por não saber esperar, se entregaram ao primeiro idiota doce que sabia dizer exatamente o que elas queriam ouvir. Existem muitos mais corações partidos por ai, só esperando um Eu. E por não saber esperar, acabaram sendo abandonadas.
A solidão que a mim foi imposta, descobri que esperar é melhor que abandonar.
Por não saber esperar, Júlia me ensinou a ser um doce, hoje amargo.