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terça-feira, 9 de maio de 2017

Eu sou o Pierrot

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Que comece o espetáculo, o Pierrot entra em cena. Para quem não me conhece, contarei uma breve história da minha vida, sou um personagem da Commedia dellArte, me chamo Pedrolino, mas conhecido como Pierrot. Trabalho como padeiro. 

Sou uma amigo de infância da Colombina, e quem é essa? Ahh, meus caros amigos, desde pequeno vivo a suspirar de amores por ela. E como um bobo e bom apaixonado , vivo a perambular pelos cantos e escrever cartas de amor, a minha amanda Colombina. Sofro em silênico, e por sofrer pela amada, nunca soube o que era a felicidade.

A Colombina há um tempo conheceu um cara chamado Arlequim, ele adorava brincar e divertir com a plateia e roubar-lhes beijos, e num desses beijos roubados, deu Colombina, cheio de malandragem, conquistou o coração da minha amada.
E agora: Eu, o Pierrot amo Colombina, que por sua vez ama Arlequim e que como um bom amante também a desejava.

Minha amiga de infância e grande amor para vida toda, Colombina hoje, meus caros amigos fugiu com Arlequim e com ela levou meus sonhos. 

Foram inúmeras cartas de amor, que um dia uma delas o vento levou e Colombina leu, viu que o meu amor era puro. Ela abandonou seu amante e veio me reencontrar. Vivemos agora,  muito felizes.

Não a de se enganar, mas sei que em todos os carnavais ela pensa em reencontrar seu amante. E talvez eu viva novamente a chorar pelo amor da Colombina, talvez essa seja minha sina. Nos bares de cada esquina, beber e beber até a sua volta. 

A vida é um encontro entre Arlequim, Colombina e Pierrot.
Colombina é a moça que irá descobrir um amor verdadeiro e que por vezes fica perdida.
Arlequim é a paixão que chega arrasando corações. A paixão é passageira.
Pierrot é o amor, aquele que tudo sofre e tudo crê.
 
EU SOU O PIERROT...


Thais Ferreira

quinta-feira, 23 de abril de 2015

A primeira vista

             

             Não me lembro ao certo, mas era uma manhã chuvosa, com trovoadas, era como o meu mundo estava naquela manhã, e eu estava lá no segundo andar daquele prédio. Lá vinha ela, com aquele sorriso de como não quer nada, descendo a escada. Seria estranho dizer que agora os sol irradiava no lado de fora? 
               Talvez um desejo, ou algo que eu não sabia o que era, queria te-la de alguma forma, seria mais um corpo a quem eu desejava, mais um amor a quem eu pretendia possuir, mais um beijo a quem eu dava. Não, não foi fácil! Primeiro encontro, minha história, era naquele momento em que surgia um sentimento. Você assim como eu agora se pergunta, e quando ele me viu pela primeira vez, qual sua descrição sobre mim? Eu poderia dizer, porque no fundo eu sempre sei. Mas eu queria que ele me contasse. Ah, meu jovem! Não é fácil arrancar-lhe respostas. Um dia ele me conta, vai ser numa conversa de 'adeus' ou numa conversa de 'para sempre', ele vai. Eu sei que vai. 
              Não, não vou continuar essa história. Acho que ele está lendo agora, e quase sem querer surge um sorriso no seu rosto, aquele sorriso que odeio. Ele agora pensa em me ligar, mas não vai. Queria estar enganada apenas uma única vez em relação a ele. Me liga vai. Nunca esperei tanto pela sua ligação. 
            Às vezes o que era pra ser brincadeira, acaba se tornando verdadeiro. O que era pra ser momento, se eterniza. O que era pra ser um começo, se torna o fim. O que era pra ser o fim, pode ser o começo de tudo. O começo da história que nunca vai ter fim. Porque, certas histórias foram feitas para darem certo, por mais loucas e improváveis que seja.


Thais Ferreira

[...] Quando tudo faz sentido

Quando se é criança não temos a minima noção do que é ser adulto, mas mesmo assim não vemos a hora de ser um adulto que tudo 'pode'.
Pois bem, agora, enfim crescemos, adultos nos tornamos. Já posso voltar a ser criança? Quem nunca quis isso?! Que a tire a primeira pedra, ou melhor, guarde-as, vamos precisar delas logo mais. Agora não da mais! Temos que encarar essa fase. 
Chega um tempo que tudo faz sentido, e é desse tempo que vou falar.
Andei fazendo uma limpeza na minha vida. Sabe, tinha uma playlist no meu computador que eu insistia em ouvi-las nos momento de deprê, você já fez isso, eu sei! Colocou uma música mais triste ainda pra phoder logo de vez a sua vida. Apaguei hoje, faça isso também! Fará sentido um dia.
Andei apagando algumas fotos de ex, sabe por quê? Ex bom, é Ex-quecido, Ex-pirado, Ex-faquiado, e por ai vai. Brincadeira! Se foi um relacionamento em que você mais chorou do que sorriu, ah meu bem apague tudo, inclusive o pouco que você sorriu. Se foi apenas um passado ruim, trate de apagar, existe ainda incríveis histórias a serem vividas, caso contrário, será uma cruz que atrapalhará todo um futuro escrito por Deus. Apague de vez da sua vida. Fará sentido um dia.  

Thais Ferreira

sábado, 8 de novembro de 2014

[...] Sei que


Sei que a saudade andou batendo na sua porta essa semana; sei que andou experimentando outros abraços a procura dos meus; sei que ficou a procura de beijos com o mesmo gosto que os meus; sei que andou tropeçando em outros corpos, procurando carinhos iguais aos meus. Sim, eu sei!
Há algum tempo também andei caindo em braços errados, tentando esquecer seu calor.
Passou, sei também que essa sua fase também vai passar, sei que vai.
Nada dura pra sempre, mesmo o para sempre.
Olhos iguais aos seus não há, olhares iguais aos meus também não!
Mordidas iguais aos seus não há, beijos sem fins iguais aos meus também não!


Thais Ferreira

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

[...] Como um livro



Sei, sei que não deveria falar desse amor. Mas, você é como se fosse um livro que eu li há tempos, a muito tempo. Esse livro foi colocado na minha estante da vida, por não ter coragem de mexer nele, estava uma poeira terrível, algumas páginas roídas por traças, corroídas pelo tempo.
Sabe, hoje eu resolvi reler a nossa história. É que ficou entalado aqui na minha garganta como tudo se acabou. Antes de você, existiram outros, alguns intensos, inesquecíveis até. 
Foi estranhos olhar nos seus olhos, como foi. Seu corpo era notavelmente perfeito, aquelas pernas, aquele quadril, ah.. que busto não?! Mas de primeira nada daquilo me interessava. Sabe, você tem um sorriso contraído, lindo, e seus olhos que se desviam suavemente dos meus num gesto tímido. Adorava seu hálito de hortelã. 
Tentei restaurar o nosso livro. Estranho, nunca havia percebido, mas há algumas páginas em branco. Pra ser sincero, não sei o porquê, e talvez nunca entenderei.
Talvez hoje não doa tanto quanto ontem e nem provável como amanhã. Muitas das histórias eu escrevia à lápis, algumas davam tempo de passar a limpo, outras não deram. Foi por essa terrível mania de passar a limpo que talvez não deu certo, o pra sempre. Talvez se tivéssemos errado, ainda estaríamos aqui. O Perfeito não existe. 
Talvez eu consiga restaurar o livro. Reescrevendo em outras páginas, mudando a capa, mas a história não muda. O tempo não volta. 
Daqui a alguns anos talvez eu volte a ler a nova edição desse mesmo livro, e continuarei odiando a forma como o autor deu fim ao amor desses personagens, mas talvez eu leia de uma forma mais madura. Estarei relendo esse livro, segurando com minha mão esquerda, mas um outro livro sendo escrito com a mão direita. Uma nova história. Porque o tempo, ele é implacável, ele não para, mesmo que tenhamos parado. Ah, falando mais, seu sorriso continua lindo...

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

[...] Por não saber esperar



Amei Júlia como se não houvesse outros amores, amei de tal forma que me abandonei. Júlia me abandonou anos depois. Por me entregar daquela forma, me tornei o pior dos estelionatários, o do amor.
Há um ano conheci Maria, consegui encantá-la com meu doce, agora (amargo). Não havia mais nada além de mim na sua vida, ela já havia me taxado como 'amor da sua vida'. Não hesitei, minha primeira vitima conquistei. Ela já se encontrava presa a mim, abandonei-a.
Uma semana depois, conquistei Angel, uma menina doce, ferida por outros amores. Curei todos com meu doce, agora (amargo). Ela jurou a mim amor eterno. Não hesitei, minha segunda vitima conquistei. Dias depois abandonei-a.
Passaram se duas semanas, a uma festa fui. Caetano tocava o coração da mais bela garota da primeira fila, que de todos as suas músicas elas sabia de cor. Bingo, já sei por onde começar, ao longe a encarei, e um belo trecho da minhas boca soava uma música de Caetano. Ela ao longe passou me admirar. Com meu doce, agora (amargo), dei-me a ela, e em meus braços ela deleitou. Presa a mim, já não havia como ela fugir. Depois de amá-la, abandonei-a.
Dois dias depois, peguei meu violão, o pior dos vilões. Com ele conquistei Amanda. Nunca em sua vida conhecerá alguém como eu, com meu doce, agora (amargo), a ela fiz as mais belas juras de amor. Foi então que a ela uma aliança dei, em uma noite de luar eu cantava um pedido de casamento. Um SIM, ela me deu. Iludida, era o meu objetivo. Mais uma vez presa a mim outra pessoa estava. Abandonei-a.
Por me fazer de vitimas aos amores anteriores consegui conquistar a Gi, era o nome carinhoso a que dei a Giuliana, a que acreditava ser a 'cura' das minhas dores passadas. Boba! Um brinde a mais uma que acreditou no meu amor. Abandonei-a.
Dois meses depois, consegui o número da Carol. Essa era bruta. Mas foi tão fácil domá-la que meu jogo de conquistas estava ficando chato, fácil demais. Abandonei-a. Mais uma.
Dois anos depois, depois de muitas abandonos, escolhi a solidão. Não me julgo o vilão daqueles corações partidos. Elas que permitiram que um outro ser a dominasse mais que a si mesmo. E por não saber esperar, se entregaram ao primeiro idiota doce que sabia dizer exatamente o que elas queriam ouvir. Existem muitos mais corações partidos por ai, só esperando um Eu. E por não saber esperar, acabaram sendo abandonadas.
A solidão que a mim foi imposta, descobri que esperar é melhor que abandonar.
Por não saber esperar, Júlia me ensinou a ser um doce, hoje amargo.


sábado, 9 de agosto de 2014

[...] O Adeus, Pra Sempre!


Seria estranho dizer que não sentirei falta, improvável até.  E quando você partir e a noite chegar, cada estrela parecerá uma lágrima. Talvez ficarei remoendo as juras de amor, as noites em claro, os dias nublados, os abraços dados, os prazeres sufocantes. 
Nem chegastes a partir, mas saiba, que até o meu respirar dói! E agora, me afogo na solidão e no álcool. Não sei se existirá outro amor, e se por ventura vier um, saiba que ainda te amo. Talvez nunca tenhamos entendido o que seria o amor. O amor quem sabe seja deixá-la partir, e fingir que está tudo bem, tudo bem.
Cavei um abismo diante dos meus pés, deixei que essa paixão me levasse até você. Hoje você limpa uma estrada no sentido contrário ao meu. E o abismo que eu mesmo cavei, será minha cova, onde junto ao meu corpo enterrarei as nossas lembranças. O amor é uma viagem, só de ida, para o inferno.
Acho que te amo pra sempre, o para sempre. Mas chegou o fim, o triste fim. 

Entre Amores, de Thais Ferreira

segunda-feira, 3 de março de 2014

[...] Meio nublado, foi assim como amanheceu o meu interior.


Tomei uma xícara de café, sai para dar uma volta na praia. O dia estava lindo, as águas do mar calmo na sua superfície, o vento soava uma canção que acompanhava o canto dos pássaros. Uma brisa leve acalmava o que antes parecia uma tempestade. Após andar alguns quilômetros, sentei-me a beira da praia, olhei o infinito que estava diante dos meus olhos. Me perdi naquela imensidão de águas que se encontrava na minha frente, e por alguns segundos eu me achava, me transportei bem pra perto de você. Me vi ali, abraçada a você, num só corpo, numa só alma. E por um momento de descontração eu caia na real, não havia nada além de mim, de mim e o vazio existencial daquela manhã. Aquela manhã, meio nublado no meu interior.

Thais Ferreira

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Obra do destino?




Das voltas que o mundo dá, não sei o porquê que ele me trouxe até aqui, tão perto, rende a tua pele fria e aos teus olhos confusos. Será que quando se trata de você minha sina é sofrer? Se então é sofrer, a distância de antes não seria melhor?! Agora tente me explicar porque foges assim tão depressa de mim?
Eu permaneço inerte enquanto você foge de mim, então um dia dará conta que a distância, foi apenas você que a construiu! 
Hoje, ao ouvir aquela velha música, que antes tais palavras faziam sentido, ela se desmanchava no ar. 
Talvez hoje, eu esteja partindo, não sei quando volto, ou se volto... Talvez aquela 'obra do destinho', você não tenha entendido, afinal, nem eu! Não entrego mais nas mãos do tempo, até ele já se perdeu nessa história. No que toca aos meu ouvido agora seja, está canção: 'João de Barro, eu te entendo agora, por favor, me ensina como guardar meu amor'. 
Então agora, qual será minha sina?

Thais Ferreira