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quarta-feira, 24 de maio de 2017

O amor era diferente

Um dia me disseram que o amor estava na igualdade. 
Que era dividir os mesmos gostos musicas. 
Era ouvir musica alto e ora ouvir musica no volume mais baixo, 
mas sempre juntos e na mesma frequência. 
Quando um compra um livro e fica na briga de quem vai ler primeiro. 
Dividir o mesmo sorvete de morango por ser o favorito. 
Dividir as cobertas no frio. 
Dormir sempre abraçados. 
Sair sempre juntos. 
Amigos em comum. 
Futebol as quartas e parque as domingos. 

Mas na verdade, o amor estava nas diferenças. 
Era saber que ela gostava de pop e ele de pagode. 
Era ele poder ouvir música alto e ela ouvir musica no mais baixo. 
Ela gostar de Fernando Pessoa e ele não gostar, e 
mesmo assim pedir pra ela contar do que se trata e 
ter a liberdade de dizer que  livro continua chato, mesmo 
sendo narrado pela voz mais linda e doce. 
É ele gostar de soverte de morango e ela de brigadeiro. 
É cada um com sua coberta. 
É um querer dormir juntos.
Um cede, enquanto o outro dorme.
O braço doí, adormece, ta calor, ela chuta, 
ele ronca.
Dormir separados. 
É sair com amigas para o shopping, é ir ao bar com os amigos. 
É ver outros caras chegando nela e não se irritar, 
porque sabe que ela vai dizer que tem alguém que ama. 
É ter seus próprios amigos.
É querer novela em vez do futebol.
É querer dormir no domingo, no outro ir ao parque.

Na verdade o amor talvez seja essa junção, de igualdades e diferenças.
No fundo nunca sabemos a intensidade do amor, até que um dia acabe.

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